A epicondilite lateral, conhecida como cotovelo de tenista, é uma das causas mais comuns de dor no cotovelo. Apesar do nome, a maioria das pessoas com o problema não joga tênis. Ela acontece por sobrecarga dos tendões que se prendem no epicôndilo lateral, a saliência óssea do lado de fora do cotovelo, e que são responsáveis por estender o punho e os dedos.
Por que acontece
Movimentos repetidos de segurar, apertar e girar o punho causam microlesões no tendão, principalmente no extensor radial curto do carpo. Com o tempo, o tendão perde qualidade e passa a doer. É mais comum entre 35 e 55 anos e aparece em quem usa muito o computador e o mouse, em trabalhos manuais com ferramentas, em academia e em esportes com raquete.
Sintomas
- Dor do lado de fora do cotovelo, que pode descer pelo antebraço
- Dor ao segurar objetos, carregar sacolas, levantar uma xícara ou apertar a mão de alguém
- Dor ao girar maçanetas, torcer um pano ou usar chave de fenda
- Sensação de fraqueza para segurar com firmeza
Quando a dor é do lado de dentro do cotovelo, o quadro semelhante se chama epicondilite medial, ou cotovelo de golfista.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito principalmente pela consulta e pelo exame físico. O ultrassom ou a ressonância são pedidos em casos selecionados, para confirmar a lesão, avaliar sua extensão ou descartar outras causas de dor.
Tratamento
A boa notícia é que a grande maioria dos pacientes melhora sem cirurgia, embora a recuperação possa levar alguns meses. O tratamento costuma incluir:
- Ajuste das atividades que provocam dor, com pausas e mudanças na forma de pegar objetos
- Fisioterapia com exercícios específicos de fortalecimento do tendão
- Braçadeira para epicondilite, que alivia a carga sobre o tendão em algumas atividades
- Medicação para controle da dor nas fases mais intensas, com orientação médica
A infiltração com corticoide pode aliviar a dor por pouco tempo, mas tem sido cada vez menos usada, porque não melhora o resultado a longo prazo. O plasma rico em plaquetas (PRP), preparado a partir do sangue do próprio paciente, foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina para a epicondilite lateral (Resolução CFM nº 2.464/2026), como tratamento complementar em casos selecionados, e não como substituto da reabilitação.
A cirurgia fica reservada para quem continua com dor importante depois de vários meses de tratamento bem feito.
Como prevenir
- Fazer pausas em atividades repetitivas e alongar o antebraço
- Ajustar a altura da mesa, do teclado e a posição do mouse
- Usar ferramentas e raquetes com empunhadura adequada ao tamanho da mão
- Fortalecer a musculatura do antebraço de forma progressiva
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento dependem da avaliação individual de cada paciente.